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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Seu Natal pode ser Feliz...

Seu Natal pode ser Feliz! E seu ano novo também!...
“...Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria...: Hoje... lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2:10-11 NVI)
Feliz Natal e Próspero Ano Novo é o voto comum nesta época do ano.
Entretanto muitos, já infelizes, aprofundam sua infelicidade com o excesso de comidas e bebidas nestas épocas. E por que não falar de drogas, endividamento, violência, sexo inconsequente, desentendimentos, acidentes resultantes de excessos e tantos males mais? 
Tantos fazem votos a deuses e deusas na esperança de receberem uma proteção e ajuda especiais.
Mas tudo passa tão rápido e, normalmente, passando as festas, toda a infeliz correria e vazio existencial retornam com tudo para reinar por mais um tempo... Então, para quem não tem outra festa tão cedo, resta esperar o Carnaval... quem sabe umas férias? Outro passeio? Outro momento de muita cerveja e papo furado?
E até mesmo nas igrejas, quantos não estão depressivos e vazios? Sem perspectiva de melhores dias, apenas fazendo votos, torcendo por uma felicidade que nunca chega?
Por que tantos são tão infelizes apesar de todos os votos?
Em primeiro lugar, o que precisamos entender é que a felicidade não vem por acaso.
Alguns momentos de alegria e prazer, algumas coisas boas, podem acontecer de repente ou casualmente a todo mundo. 
Mas felicidade?
Um amigo ouviu uma antiga colega, muito bem sucedida financeiramente dizer que, agora que alcançou o apartamento dos sonhos, com amplas janelas para o mar, precisava mantê-las bem fechadas para evitar a tentação de pular... Por que a felicidade não chegou com as coisas que conquistou?
O que é mesmo felicidade?
Uma música popular antiga dizia que “felicidade não existe; o que existe na vida são momentos felizes!”
E a razão porque o cantor dizia isto é porque certamente quando alguém está alegre, está feliz, mas a alegria não dura para sempre. E, neste sentido, ele está certo.
Entretanto é clássico distinguir-se alegria de felicidade, porque a alegria pode ser motivada por inúmeras razões e é circunstancial, mas a felicidade é algo estrutural, algo que está relacionado à satisfação e realização, ao sentido de valor e propósito.
Enquanto a alegria depende de que aconteça ou se realize aquilo que nos deixa alegres, a felicidade está condicionada a um nível mais profundo. A felicidade depende justamente dos valores que adotamos e da maneira como vemos a vida. A felicidade se obtém tanto mais quanto mais razões temos para nos alegrarmos e mantermos um coração alegre.
Por isso é possível que alguém se alegre por ter um pão para comer, enquanto alguém fique infeliz e amargo por querer comer algo mais do que pão quando só tem pão.
Alguém pode ficar contente por ver o bem e a alegria de outros. Outro pode ficar infeliz e carcomido de inveja.
A Bíblia diz, por exemplo, que há pessoas que têm prazer em fazer o mal e exultam com a maldade dos perversos” (Provérbios 2:14 NVI). Sim, há pessoas descritas como ímpias que não conseguem dormir enquanto não fazem o mal; perdem o sono se não causarem a ruína de alguém.” (Provérbios 4:16 NVI). Gente com este tipo de caráter certamente pode ficar alegre quando fizer alguém tropeçar, quando conseguir assaltar e fugir, quando roubar algo que não lhe pertence. Mas por quanto tempo esta pessoa ficará feliz? Será ela feliz?
Assim, há pessoas que se alegram por razões erradas ou malignas. Certamente estas pessoas ficarão felizes por algum momento, quando conseguirem aquilo que lhes dá alegria. Mas depois, pela própria consequência do que alcançaram, ficarão infelizes.
Deste modo, é possível estar feliz por uns momentos e ser infeliz por dentro todo o tempo. Também é possível ser feliz por dentro mesmo quando não há motivos de alegria por fora.
Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos. Para o mestre de música. Para os meus instrumentos de cordas. (Habacuque 3:17-19 NVI)
Quem está alegre, no momento de alegria está feliz. Mas quem é feliz não precisa estar sempre alegre. Mesmo nos momentos de tristeza e dor, sua segurança e paz interior lhe garantem consolo e esperança. Sua certeza de que o bem está no fim do caminho é que o anima a caminhar mesmo nas agruras.
Felicidade é um estado. É um sentimento interior de segurança e paz. É fruto de se ter uma base sólida sobre a qual construir a casa (veja Mateus 7.24-27).
Felicidade é paz interior. Felicidade é confiança e esperança. Felicidade é sentir-se livre de culpas e temores. Enfim, felicidade é produto de diversos fatores.
E felicidade não pode ser um fim em si mesma... Correr atrás da felicidade é como tentar pegar a neblina. Como correr atrás do vento.
A felicidade é subproduto. É resultado. Mas não deve ser vista como um resultado final de um processo, mas o resultado imediato de se estar no processo acertado. Não é o fim do caminho, mas o próprio caminho quando estamos seguros de que estamos no caminho certo. Ou seja, é resultado de se estar no processo de crescimento e amadurecimento. 
É também o resultado das escolhas que fazemos, como os frutos são o resultado das sementes que plantamos.
Mas assim como o agricultor, certo de estar semeado boa semente, se alegra ao semear e ao ver a planta crescendo, mesmo antes de colher os frutos, a felicidade também está no próprio processo de semear, cuidar e colher as sementes certas.
Neste sentido, felicidade também é uma escolha.
Quando Deus diz: ...contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”. (Hebreus 13.5 NVI), devemos escolher ...dizer com confiança: “O Senhor é o meu ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens?” (Hebreus 13.6 NVI).
O rei Davi sabia que ser feliz dependia de sentir paz interior com Deus. Sabia que isto era resultado de confessar seus pecados e ser perdoado por Deus. Por isso ele afirma: Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! (Salmos 32:1-2 NVI)
Também sabia que a felicidade depende das escolhas que fazemos sobre que conselhos seguiremos, que conduta adotaremos e com que tipo de pessoas nos assentaremos, e que estas escolhas só podem ser orientadas adequadamente quando meditamos na Palavra de Deus.  Por isso escreveu: Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!” (Salmos 1:1-3 NVI)
Veja que a felicidade que Davi descreve está tanto no processo de aprender com a Palavra de Deus como construir boas escolhas e relacionamentos saudáveis como na prosperidade que resulta de conhecer e obedecer à Palavra de Deus.
O apóstolo Paulo sabia que ser feliz não podia depender das circunstâncias exteriores, mas resultava da condição interior. Ele passou por muitas tribulações, oposições e angústias, mas ele era feliz porque sabia com quem ia e onde chegaria (veja 2Timóteo 1.12). Por isso afirmou:  “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.” (Filipenses 4:12 NVI). Quem sabe o segredo de viver contente em qualquer circunstância certamente sabe ser feliz.
E qual o segredo?
O mesmo do profeta Habacuque (veja texto de H c 3.17-19 citado acima).
É que sempre temos alguém em quem podemos nos alegrar.
Paulo disse: "Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se! (Filipenses 4:4 NVI) e Neemias afirmou: “...porque a alegria do SENHOR os fortalecerá.” (Neemias 8:10 NVI)
Nossa felicidade pode ser inabalável porque temos a certeza de sermos amados. Nosso sentido de valor está no fato de que Deus nos amou tanto que nos deu o seu filho para que, crendo nele, tenhamos a vida eterna.
Estamos seguros na certeza de que o nosso Deus trabalha por aqueles que nele esperam (veja Isaías 64.4) e que todas as coisas trabalham em conjunto para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8.28 – tradução livre). Por isso podemos ser felizes enquanto caminhamos, pois nos alegramos com o bem de hoje e com a certeza do bem de amanhã, mesmo a despeito dos males. E podemos ter a certeza de que ao perseverarmos em temer ao Senhor, ...certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará.” (Provérbios 23:18 NVI)
E tudo isto porque temos estas boas novas de grande alegria...” porque um dia nosnasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:10-11 NVI)
O Natal não é um dia, mas um ato de graça divina.
E assim também o é a nossa felicidade. É um presente de Deus para os seus amados. E se você o ama, pode desfrutar disto em todo o tempo.
Por isso seu Natal pode ser feliz e seu ano novo também.
Meu desejo é que você desfrute disso e construa isto a cada novo dia.
Um abração:
Pr. Edison

domingo, 20 de abril de 2014

Uma Páscoa Com Propósito

Romanos 14:9 NVI:
Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos.

Como é comum fazer com as coisas de Deus, o Diabo conseguiu ofuscar o brilho da ressurreição no coração daqueles que não creem. Trocou por ovos e coelhinhos de chocolate... E fabricou uma “páscoa pagã”.  “...o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”  (2 Coríntios 4:4 ARA)

Entretanto, o propósito supremo da ressurreição permanece inalterado pelos séculos dos séculos. Deus, o Pai, exerceu o seu supremo poder “em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais” (Efésios 1:20 ARA), o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:9-11 ARA)

A Páscoa de Cristo não é comemorada num único dia, mas toda vez que partimos o pão e bebemos do suco da videira, quando proclamamos sua morte e ressurreição, quando proclamamos o perdão e a purificação pelo sangue e a participação no seu corpo em comunhão, serviço e unidade.

Entretanto, se Cristo não é o Senhor da nossa vida, só nos restará comemorar a páscoa de chocolate... Decerto, nada contra chocolate, mas a vida sem Cristo é tão vazia e sem vida como o que pode nascer de ovos de chocolate... E para que Cristo seja o Senhor da nossa vida, é preciso arrependimento, fé, confissão de pecados, amor à Sua Palavra e obediência aos seus mandamentos...

Cristo é o Salvador daqueles que a Ele se submetem, daqueles que o proclamam como Senhor. 

Foi para isto que ele ressuscitou. Para que submetêssemos a nossa vida a Ele eternamente. Só assim podemos viver uma vida nova e andar em direção a uma terra prometida.

E a ordem do Senhor da Páscoa, na verdadeira Páscoa, é que façamos discípulos de todas as nações, proclamando o Evangelho da ressurreição a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. (Marcos 16:16 NVI). 

Foi para isto que o Cordeiro morreu e ressuscitou. Para isto deu sua vida na cruz e levantou-se dentre os mortos. Para ser o Senhor.

“Pois (Deus) estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. (Atos 17:31 NVI)

“Depois de lhes ter falado, o Senhor Jesus foi elevado ao céu e assentou-se à direita de Deus. Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam.” (Marcos 16:19-20 NVI)

Páscoa é um relacionamento de obediência com Jesus. Um relacionamento em que fazer a vontade dele é tudo o que queremos e pelo que nos empenhamos.

Que a sua Páscoa seja sempre feliz, cumprindo o seu propósito!"

terça-feira, 1 de outubro de 2013

REI dos Reis


Salmos 47:1-3 NVI  
(1) Batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria.  
(2)  Pois o Senhor Altíssimo é temível, é o grande Rei sobre toda a terra!  
(3)  Ele subjugou as nações ao nosso poder, os povos colocou debaixo de nossos pés,

Este salmo fala do mérito divino de ser salmodiado e aclamado como soberano supremo e Rei de toda a Terra. 


É também promessa segura de que o povo de Deus resinará sobre todas as nações porque Deus lhe submeterá os povos.


Certamente o verdadeiro rebanho do Senhor é pequenino e minoritário, mas Deus lhe deu o Seu Reino (Lucas 12.32) e o escolheu para julgar os povos (1Co 6.2) e os próprios anjos (1Co 6.3).


Naquele dia se poderá ver o valor de ter crido nisto e ter sido fiel.


Ele é o “REI dos reis, e o SENHOR dos senhores”, e os seus súditos serão reis e senhores.


1Coríntios 6:2 NVI - Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância?

1Coríntios 6:3 NVI - Vocês não sabem que haveremos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas desta vida!

Apocalipse 17:14 NVI - Guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e vencerão com ele os seus chamados, escolhidos e fiéis".

Apocalipse 19:16 NVI - Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

domingo, 11 de agosto de 2013

Paternidade

João 5:26 (NVI) – Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. 

A paternidade é um destes atributos divinos que Ele (Deus), por seu propósito e graça, comunica aos seres humanos.

Ter um pai é ter a oportunidade de aprender, a despeito da limitação humana, um pouco sobre Deus. Sobre a evidência de que não pode haver criatura sem criador, que não pode haver presente sem passado. Que não pode haver alguém sem ninguém... Mesmo quem não tem pai, sabe que houve um pai...

Ser pai é ter uma oportunidade de revelar, mesmo na debilidade humana, algo da preciosa imagem de Deus.

Ser um pai amoroso é transmitir aos filhos o caráter de Deus.

Ser um pai bondoso é revelar aos filhos a imagem do Deus bondoso.

Ser um pai participativo e carinhoso é dar aos filhos uma percepção de como Deus se importa com as pequenas e grandes coisas de nossa vida.

Ser um pai firme na disciplina é legar aos filhos um respeito e temor pela justiça e santidade de Deus.

Ser um pai fiel é deixar como herança um sentimento de segurança e confiança no Deus que promete e sempre cumprirá.

Ser um pai que ama a mãe de seus filhos é produzir neles um sentimento de "trindade"... Um sentimento de amor pela unidade da família e pelo valor que se deve dar a quem se deve proteger e cuidar.

Ser um pai que faz discípulos é ensinar aos filhos, pelo exemplo, o valor da grande família de Deus.

Mesmo os pais que não conhecem a Deus têm algo de Deus a transmitir. Louvo sempre a Deus pelo meu pai que me ensinou a ser homem e a valorizar o trabalho e a ordem.

Mas quando um Pai conhece a Deus, tem muito mais da verdadeira riqueza para deixar como legado.

Ser um pai que ama a Deus e que têm comunhão com Ele é deixar uma inestimável herança e certeza da presença e ação de Deus.

Temamos a Deus, pois foi Ele que fez pai e filho para que aprendamos seus caminhos pelo decurso das gerações.

Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem. (Salmos 103:13 RA)

Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe, pois isso é certo. Como dizem as Escrituras: “Respeite o seu pai e a sua mãe. ” E esse é o primeiro mandamento que tem uma promessa, a qual é: “Faça isso a fim de que tudo corra bem para você, e você viva muito tempo na terra. ” Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos. (Efésios 6:1-4 NTLH)

Parabéns aos Pais que fazem o coração do Pai feliz neste e em todos os dias!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Muito bom

Gênesis 1:31 (NVI)  E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom...

Não somente bom, mas “muito bom”.

Deus revela muito de si mesmo e de seus propósitos por meio da sua criação, assim como uma obra de arte revela o estilo, pensamento e intenções do artista.

“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas...” (Romanos 1:20)

“Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. (Salmo 19:1)

Neste capítulo de Gênesis vemos Deus criando, nomeando, separando, abençoando e avaliando. E vemos que a sua avaliação de tudo o que fez foi positiva. 

Ele gostou do que fez e achou tudo muito bom.

Deus vai enchendo e dando forma à Terra e aos Céus que havia feito no princípio.

E Ele faz tudo isto pelo poder da sua palavra. Podemos então confiar que, por meio desta mesma palavra seremos edificados e cheios, plenos do seu propósito e de sua bondade. 

É por meio da palavra de Deus que encontramos a “ordem” de que necessitamos no nosso mundo interior e a estendemos para o nosso exterior.

Lembro-me de uma história em que um homem de negócios estava muito ocupado em casa com algumas tarefas e seu filho, de uns cinco anos, a todo o momento queria sua atenção.

Então ele pegou uma revista e, vendo um mapa do mundo em uma das páginas, pensou que poderia distrair o filho por um tempão. Cortou o mapa em várias partes encaixáveis para formar um quebra-cabeças e deu ao seu filhinho para que este o montasse.

Para sua surpresa o menino montou o mapa em menos de dois minutos.

Então, perplexo, perguntou: como você conseguiu montar isto tão rápido?

E o filho lhe explicou ter visto que do outro lado da página havia o rosto de um homem. Assim, montou o rosto do homem e, ao virar os pedaços, o mundo estava em ordem.

Este Deus que deu forma ao mundo também dá forma à nossa vida. E é quando somos assim “montados” e ajustados, que o nosso mundo passa a ter também seu sentido e ordem.

Creia no poder da palavra de Deus para preencher e ordenar a sua vida. Confie nele totalmente a ponto de obedecer totalmente, pois o propósito dele sempre é bom. 

E, ao ter esta plena confiança, tudo vai se encaixando e tomando sentido, pois a gente sabe que, ao final, na avaliação de Deus, tudo ficará “muito bom”.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Quero um coração convertido


Joel 2:12-13 ARA
(12)  Ainda assim, agora mesmo, diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto.
(13)  Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.

Resolvi tomar este texto como texto chave para 2013.

Gostaria de poder profetizar que 2013 será um ano ímpar (rsrs)... mas não posso, porque não sou deste tipo de profeta.


Pra ser sincero, eu não estou preocupado com 2013, porque se tem alguém que “não faz diferença entre dia e dia” (Rm 14.5), esse “cara” sou eu. 


Assim, embora eu creia que Deus faz dias mais marcantes em nossa vida e que devemos registrar e nos recordar do que ele faz, para mim, normalmente a passagem de ano é apenas a passagem de mais um dia. Nada mais.


E embora eu tenha que conviver com as convenções humanas, tais como a de determinar que um ano novo começa à meia noite de hoje (e eu nem sei porque fizeram esta tolice de mudança, já que o ano deveria começar, com nos tempos antigos, no dia em que começa a primavera, e ser definido pelas estações), sim, embora eu tenha que conviver com estes arranjos, não consigo supervalorizá-los. Daí, o máximo que posso fazer, é ir na onda e tentar aproveitá-la para mais um serviço a Deus.


E já que na nossa contagem ocidental (ou deveria eu dizer acidental?) um novo ano começa da virada de 31 de dezembro para 1º de janeiro, então o que eu faço é buscar estar na presença de Deus com o seu povo neste momento.


E faz alguns anos que eu sempre passo em vigília com a igreja e, no momento da virada estamos todos de joelhos, primeiro dedicando tudo ao Pai... Só depois disso é que saímos cumprimentando uns aos outros e desejando-lhes boas coisas. E isto não é uma lei. É apenas uma tentativa de lembrar ao povo que o Senhor é mais importante que os votos, os fogos e os afagos.


Sendo assim, como a gente então procura entrar na onda de “virada”, não deixamos de fazer os “balanços” do ano que passou e fazer propósitos ou estabelecer alvos para o novo ano. Tenho aqui em Salvador alguns irmãos, por exemplo, que estão completando nesta noite 10 anos de leitura bíblica anual... Parabéns para eles. E este é sempre um alvo que eu incentivo a igreja a fazer: ler toda a Bíblia em um ano ou, num outro plano, em dois anos.


Então, retomando o que eu disse acima, o que me preocupa não é fazer votos ou dar “profetadas” para 2013. O que me toma o coração não é o ano novo, pois envelhecerá tão rapidamente como chegou. O que eu desejo é o que possa de fato ser “novo” no ano novo e por toda vida.


E é aí que entra este versículo (de Joel 2.12-13), pois cada vez mais estou mais convencido de que as coisas só se fazem “novas” em Cristo (2 Coríntios 5.17).


Assim, mais uma vez, não podemos esperar que o novo ano traga coisas novas, mas devemos nos entregar àquele que faz novas todas as coisas pela força do seu poder.


Meu desejo profundo é me converter. E a minha oração é “converte-me, e serei convertido, porque tu és o Senhor, meu Deus.” (Jeremias 31.18), e “Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos” (Lamentações 5.21), e ainda “Cura-me, Senhor, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor. E isto porque nem mesmo posso converter-me de verdade, portanto preciso ser convertido.


Confesso que, enquanto me alegro pelo crescimento que vi a Igreja ter nestes anos de ministério, choro ao ver tanta gente postando tanta frivolidade nas redes sociais e tanto sinal de falta de conversão no meio do povo de Deus.


Por isso quero mais o choro do que o riso, mais o quebrantamento do que a festa, mas a conversão do que a prosperidade, porque "com a tristeza do rosto se faz melhor o coração" (Eclesiastes 7.3). Mas não é muito "políticamente correto" desejar choro e tristeza pra minguém no ano novo. Por isso desejo-o para mim. 


E ainda que eu possa louvar a Deus e testemunhar da obra que ele já fez em minha vida, sei que ainda há muito mais a ser feito.


Li algo sobre o Pr. William Haslam (1817-1905) que, sendo pastor desde 1842, certo dia, em 1851, pregando uma mensagem sobre o texto de Mateus 22.42 (O que vocês pensam do Cristo), teve os olhos abertos pelo Espírito Santo para enxergar o Cristo de quem falava, e o coração aberto para crer nEle, e teve uma mudança tão impactante que alguém na congregação gritou: “O pastor se converteu. Aleluia!” e a igreja irrompeu em louvores. E a notícia correu rapidamente: o pastor se converteu através de sua própria mensagem em seu próprio púlpito. 


A partir daí ele pôde testemunhar que sua vida foi transformada, pois até então sua experiência com Deus resumia-se a rituais religiosos que aprendeu e praticou desde a infância.


Um grande avivamento que durou mais de três anos aconteceu naquela igreja e mais tarde este homem foi usado por Deus para levar muitos de seus colegas “pastores” a um relacionamento pessoal com Jesus.


Embora este seja um caso atípico, penso que deveria ser mais “típico”, pois a conversão não é uma mera decisão e nem se processa por completo num momento. Assim, é bíblico que precisamos nos converter.


Lucas 9:23-24 (ARA): Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.


É preciso “querer” seguir ao Senhor, e até mesmo isto vem dele (veja João 6.37 e 12.32). E o “seguir” começa com o dizer “NÃO” para si mesmo. Mas precisa continuar num processo diário e constante de tomar a cruz e segui-lo. É preciso “perder” a vida para salvá-la.


Mateus 7:13-14 (ARA):  Entrai pela porta estreita ( larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela ), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.


A porta não é o caminho. Após a porta vem o caminho. E só após o caminho é que vamos chegar.


Oh! que eu possa perder mais de mim e da minha vida em 2013 e ainda além... que eu possa levar a cruz e morrer para que Cristo viva em mim.


Converte-me, Senhor!


E se você quer o “novo” de verdade, faça comigo esta mesma oração.


Um 2013 convertido e pleno de Cristo para você!

domingo, 12 de agosto de 2012

Pais com dores de parto?...


Pois é... pais com dores de parto é uma experiência cristã.

"...meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós;" (Gálatas 4:19 ARA)

O apóstolo Paulo fala da experiência de paternidade espiritual mencionando seu esforço, sacrifício e dor para que os seus filhos na fé fossem aperfeiçoados na semelhança de Cristo.

Ser como Jesus, como diz John Stott em seu livro "Discípulo Radical", é o nosso alvo. E alcançar a maturidade em Cristo deve ser tanto nosso propósito pessoal como o do nosso ministério (serviço) em Cristo. Ou seja, nosso propósito deve ser "ser como Ele"  e levar nossos fihos (discípulos) a ser como Ele (Jesus).

Assim, falando aos pais biológicos, devemos lembrar-nos de que nossa paternidade não deve ter apenas o aspecto físico ou natural. Devemos ter o propósito supremo de conhecer ao Senhor e ser como Ele, mas também devemos exercer o papel "paterno" de levar nossos filhos ao conhecimento e semelhança com Cristo.

Do mesmo modo, nosso trabalho para o Senhor deve ter como meta o amadurecimento na semelhança com Cristo dos nossos "filhos espirituais" - aqueles que ganhamos ou adotamos como "discípulos".

Paulo não sofria para que seus discípulos fossem apenas como ele era, mas como ele era em Cristo.

Ser pai é, portanto, para nós cristãos, um trabalho de parto espiritual, no qual nos esforçamos e afadigamos (conf. Colossenses 1.28) para que nossos filhos conheçam e tenham tal relacionamento com o Senhor que se tornem como ele em tudo.

"o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo;" (Colossenses 1:28 ARA)

Portanto, pais, jamais nos esqueçamos de que nosso "trabalho de parto" deve ser intenso e consciente, para que tenhamos filhos que reflitam a glória do nosso amado Pai.

O trabalho de um pai é fazer com que os filhos sejam como "o Pai".

Feliz Dia dos Pais.

domingo, 8 de abril de 2012


Páscoa – Condenação e Salvação

Êxodo 12:1-13 NVI
(1)  O Senhor disse a Moisés e a Arão, no Egito:
(2)  "Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês.
(3)  Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês todo homem deverá separar um cordeiro ou um cabrito, para a sua família, um para cada casa. ...
(6)  Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-lo, ao pôr-do-sol.
(7)  Passem, então, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais vocês comerão o animal.
(8)  Naquela mesma noite comerão a carne assada no fogo, juntamente com ervas amargas e pão sem fermento. ...
(11)  Ao comerem, estejam prontos para sair: cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor.
(12)  "Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor!
(13)  O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.

Êxodo 12:51 NVI
(51)  No mesmo dia o Senhor tirou os israelitas do Egito, organizados segundo as suas divisões.

João 1:29 NVI
(29)  No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

1 Coríntios 5:7-8 NVI
(7)  ... Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.
(8)  Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento da sinceridade e da verdade.

A Páscoa judaica era comemorada no crepúsculo da tarde, antes da Lua Cheia, no dia 14 do mês de Abib (Nisã), que nunca coincide com nenhum dos nossos meses por ser o calendário judaico um calendário lunar. É no início da Primavera no hemisfério norte (nosso Outono). Às vezes cai em março, às vezes em abril.
A palavra “Páscoa” vem do grego   “paska”, que, por sua vez vem do hebraico   “pecach”. A raiz   “pacach” significa “passar por cima”, “poupar”, “saltar”...
Na verdade, tem este nome porque, depois de ter ferido o Egito com 9 pragas, naquela noite, Deus “passou” pela terra do Egito e destruiu os primogênitos e executou juízo sobre todos os deuses do Egito (vs. 12). E também porque “passou” por cima das casas onde havia o sangue do cordeiro na porta, de maneira que poupou a vida dos filhos que estavam naquelas casas.
(As pragas: 1. água em sangue; 2. rãs; 3. piolhos; 4. moscas; 5. peste nos animais; 6. úlceras; 7. chuva de pedras; 8. gafanhotos; 9. trevas.)

A Páscoa é profética e podemos ver nela a condenação do mundo e a salvação dos eleitos.
Nela podemos ver o sacrifício do Cordeiro que é Cristo, poupando-nos da condenação, e a sua ressurreição, dando-nos vida eterna.

1. O mundo está condenado (Ex 12.12)

Deus trará juízo e condenação sobre toda a Terra
“Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios.”  (2 Pedro 3:7 NVI)
“...por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.” (Colossenses 3:6 ARA)
“No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos".  (Atos 17:31 NVI)

2. Há um meio de Salvação (Ex 12.13), o Cordeiro de Deus

A salvação é por meio de Cristo e do seu sangue.
e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira que há de vir.”  (1 Tessalonicenses 1:10 NVI)
“Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação.” (Romanos 4:25 NVI)
No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”  (João 1:29 NVI)
Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos".  (Atos 4:12 NVI)

3. Esta salvação produz libertação e mudança total (11)

Quem experimenta a verdadeira Páscoa vive agora uma vida de santidade.
Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.’” (1 João 2:15-17 NVI)
Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento da sinceridade e da verdade.” (1 Coríntios 5:7-8 NVI)
Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor. Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis.” (2 Pedro 3:11-14 NVI)
Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”  (1 João 1:7 NVI)

É preciso estar sob o sangue de Cristo para poder ter certeza da salvação. E o sinal é que o “sangue nos purifica de todo pecado”, produzindo assim uma vida nova, que indica que estamos indo para o Céu.
Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.” (1 João 3:3 NVI)

Margaret Sangster Phippen escreveu que nos anos 1950 seu pai, o evangelista William E. Sangster começou a notar um incômodo na sua garganta e uma dificuldade em uma das suas pernas. Quando ele foi ao médico, soube que tinha uma doença incurável que causava atrofia muscular progressiva. Seus músculos iam aos poucos atrofiar, ele perderia sua voz e a capacidade de engolir. Sangster se entregou ao máximo no seu trabalho de missões domésticas na Inglaterra, estimando que ele ainda podia escrever e teria ainda mais tempo para orar. "Deixa-me ficar na luta, Senhor" ele orou. "Não me importo não mais ser general, mas, me deixe apenas um regimento para liderar." Ele escreveu artigos e livros, e ajudou a organizar células de oração espalhadas pela Inglaterra.
Aos poucos, as pernas de Sangster perderam sua utilidade. Sua voz acabou por completo. Mas, ele ainda conseguia segurar uma caneta, tremendo. Na manhã de seu último domingo de Páscoa, poucas semanas antes de falecer, ele escreveu um recado para sua filha em que dizia: "É terrível acordar no domingo de Páscoa sem voz para proclamar "Ele ressuscitou!". Porém, mais terrível ainda seria ter uma voz e não ter nada a proclamar."  (Larson, Craig Brian, editor "Illustrations for Preaching and Teaching from Leadership Journal," Grand Rapids: Baker Book House, 1993, p. 64.)

Que maravilhoso podermos anunciar que Cristo vive e que, por meio de sua morte e ressurreição, vivemos uma vida nova para sempre.
Será que estamos vivendo uma vida de pureza e santidade para proclamar a salvação de Deus?

sábado, 31 de dezembro de 2011

O ano aceitável do Senhor


Isaías 61:1-3 ARA
(1)  O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;
(2)  a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram
(3)  e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória.

Feliz Ano Novo!

Todos queremos isto.

Queremos um ano feliz, cheio de coisas boas, de sonhos realizados, vitórias alcançadas, prosperidade.

E nem queremos nos lembrar que as vitórias se alcançam com lutas, que a felicidade é subproduto de uma série de escolhas e fatores, e que as coisas boas precisam ser plantadas para ser colhidas. 

E, ainda assim, nem sempre tudo dará certo, porque o fim de tudo ainda não chegou e o paraíso não é aqui. Porque o juízo final ainda não chegou e a justiça ainda não reina.

É assim mesmo. E não adianta vestir-se de um determinado modo, pular tantas ondas ou fazer certos gestos mágicos. A maior parte do que sucede ao mundo não dependerá de nós, mas ainda assim, muito disso nos atingirá.

Inevitavelmente, para muitos o novo ano trará dores e sofrimentos, perdas e tristezas, mesmo que estejam plantando coisas boas. E ainda, para outros este será o último ano, e, neste caso, o importante para eles não é que o ano seja bom, mas que os encontre preparados para a eternidade.

Sim, desejamos boas coisas para nós mesmos, mas nunca teremos isto para sempre neste mundo.

Mas e então? Devemos ser pessimistas e não desejar o bem? Devemos curtir o negativo e não esperar dias melhores?

Não. Não há nada de errado em pedir e desejar o bem, mas precisamos, antes disso, entender o que realmente produz o bem, e não só por um ano, mas para a eternidade. E precisamos entender que sempre haverá “males que vêm para bem”, como também “bens que nos poderão fazer mal”.

Muitos até estão plantando o mal para si mesmos ao fazer suas oferendas pensando em colher o bem. E muitos estarão colhendo maus resultados de alguns “bens” que hoje estarão usufruindo, pois os prazeres do pecado sempre serão transitórios (Hebreus 11.25).

Certo ano após a virada, andando na praia pude ver muita sujeira formada pelas flores estragadas, muitas velas derretidas na areia, e pedaços de galinhas e outros animais mortos boiando na praia ou arrastados pelas ondas para a areia. Vi até uma cabeça de bode já em putrefação... que tristeza.

Também vi muitas garrafas, latinhas de cerveja e até camisinhas e restos de cigarros de maconha... Votos, prazeres, entorpecimentos...

E a mídia hipócrita só descreve os fogos e as alegrias do povo... Não mostra quanta gente se embriagou, quantos se acidentaram, quantos foram esfaqueados, quantos se contaminaram com AIDS e outras DSTs. Quantos dormiram com outras mulheres e homens ou voltaram para casa bêbados e espancaram seus filhos.

Tantos, mesmo sem saber, dedicam os seus dias ao mal, vestindo-se de certas cores e apresentando oferendas. Jogam flores e até poluem o mar e a terra na expectativa de que os bons espíritos tragam boas coisas. E até aos maus fazem oferendas, querendo que não atrapalhem.

Na verdade ignoram que, ao oferecer algo aos espíritos, abrem-lhes as portas. E estes, sendo invocados, se apropriarão do que puderem de sua casa e de sua família, porque são ladrões e roubadores, assassinos e maus (João 10.10a).

Mas há também os que vão à igreja, julgando buscar sua prosperidade noutra fonte. Entretanto não convertem suas motivações nem seu comportamento, e se iludem porque ouvem as palavras de Deus e não as praticam. Pensam estar invocando a Deus, mas continuam servindo-se a si mesmas. Julgam que Deus vai favorecê-las porque lhe ofereceram algo.

Mas com Deus não é assim. Ele não aceita o que não é lavado pelo sangue do Filho. Ele não recebe nada do que é oferecido por ignorância e até por egoísmo.

Ele quer que apresentemos nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável, de modo racional e consciente. Ele quer que tenhamos uma mentalidade diferente da mentalidade deste mundo e que nossa vida seja transformada por esta mudança de conceitos e valores (Rm 12.1-2). 

Ele quer que respondamos de modo inteligente e determinado ao sacrifício que ele já apresentou, apresentando-nos, nós mesmos, inteiramente, como sacrifício.

E não apenas para termos um ano que nos agrade, mas anos de vida que O agradem  (este também é o sentido da palavra “ano” em Is 61 – “shaneh” – o curso ou os anos de vida).

Num dia como este (passagem de ano), podemos cair no erro em que caiam os judeus no dia do jejum.

Pensavam que, por apresentar um dia de jejum ao Senhor este teria de aceitá-los e abençoá-los.

Mesmo tendo um comportamento cheio de injustiça e pecado, queriam ser protegidos e bem-sucedidos.

Pensavam que o sacrifício apresentado e a fome de um dia colocavam Deus em obrigação para com eles (Is 58.1-5). Pensavam que o que bastava era um dia especial para produzir resultados favoráveis, mesmo sendo desobedientes, egoístas e maus.

Mas Deus lhes disse que a benção dele dependia de um andar que o agradasse.

Se eles mudassem seu comportamento, deixando de ser egoístas, de oprimir ao próximo e de tirar proveito dos necessitados; se fossem bondosos, compassivos e generosos, teriam a direção do Senhor e o seu farto suprimento (Is 58.6-11). Seus filhos seriam prósperos e conquistariam o que eles tinham perdido (Is 58.12).

Se não buscassem o seu próprio interesse nem fizessem promessas tolas, mas tivessem prazer em agradar a Deus e estar na sua presença, aprenderiam a usufruir da alegria que vem do Senhor, seriam abençoados e sustentados pelas promessas dele (Isaías 58.13-14).

O que nós devemos desejar, portanto, é que o ano seja aceitável ao Senhor. Que ele se agrade e se alegre das nossas atitudes, escolhas e comportamento.

É comum hoje nas igrejas  ‑ e não é necessariamente errado ‑ que se nominem os anos dizendo “este ano será o ano da restauração, da renovação, da multiplicação, e de outros “aos”... 

E tudo isto é bom... mas penso que temos que fazer declarações tais como “este ano vai ser o ano de mais arrependimento... de quebrantamento... de crescimento na graça... de crucificação do eu etc.

Em vez de desejar que o ano seja melhor para nós, desejemos ser melhores neste novo ano e nos que ainda virão. 

E ser melhores depende de ser “menos eu” e “mais Jesus”. E isto só a cruz pode fazer (Lc 9.23), pois “importa que Ele cresça e eu diminua” (João 3.30).

Não caiamos no erro de fazer votos em troca de um ano melhor. Ofereçamo-nos a Ele  inteiramente, completamente, como sacrifício vivo, para que Cristo, reinando em nós, nos faça realmente melhores.

Jesus Cristo, nosso Senhor é realmente o único que é aceitável ao Pai. E o ano aceitável do Senhor é a vida de obediência e submissão a Jesus Cristo.

Sim, é esta obediência e submissão que também nos tornam aceitáveis aos Seus olhos.

E, se somos a ele aceitáveis, também seremos abençoados simplesmente porque “aos seus amados ele dá o pão enquanto dormem (Sl 127.2).

E o ano novo será uma bênção.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Que Natal você escolhe?

Apocalipse 22:11-17 (ARA)
(11)  Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.
(12)  E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.
(13)  Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.
(14)  Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.
(15)  Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.
(16)  Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã.
(17)  O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.

O Google (site de buscas) hoje apresenta uma mensagem de Boas Festas e, depois da música “Jingle Bells” a página vai automaticamente para uma pesquisa sobre o tema “boas festas”, com destaque para as imagens sobre o tema.

Por curiosidade fui ver as imagens e, entre centenas de imagens alusivas a “boas festas”, não encontrei nenhuma sobre o nascimento de Jesus ou com alguma cena bíblica. A maior parte mostrava papais-noéis, guirlandas de flores, árvores natalinas, velas, neve e luzes etc. Havia até algumas com mulheres seminuas com gorrinhos de papai-noel, outras com cãezinhos e gatinhos, e até uma com um papai-noel embriagado, caído no chão com uma garrafa de whisky. Mas nada de Jesus... nada de Deus.

Não vamos condenar por isso o Google, pois se você fizer uma pesquisa de imagens com o tema “nascimento de Jesus” encontrará milhares delas. Cada um deve escolher o que quer.

Isto apenas mostra como o mundo é pagão. O mundo ama o que é seu, o que lhe é próprio (veja João 15.18-19).

O mundo quer festejar, mas sem Jesus. Por isso tantas coisas no seu lugar.

Jesus incomoda o mundo porque este ama o pecado que aquele odeia.

Jesus disse: “o mundo... me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más.” (João 7.7 ARA)

Não... não pense que por isso estou condenando o Natal. 

Mas é evidente que o Natal do ímpio não é o Natal do cristão. Nunca foi. Nunca será.

Cada um é que deve escolher que tipo de Natal terá.

Eu já defendi e ainda defendo que devemos aproveitar esta data para proclamar a Cristo e adorá-lo, ainda que não tenha sido nesta data que Jesus nasceu. Pelo menos podemos falar daquele que nos amou e se encarnou para dar sua vida por nós.

Assim como no Carnaval, devemos aproveitar para falar de Jesus porque a alegria do mundo é vazia. Devemos adorar a Deus enquanto o mundo adora aos demônios e a eles se submete. Devemos nos alegrar em Cristo porque temos motivo real e verdadeiro: Ele veio.

E com isso podemos ter certeza de que alguns, que estão cansados de afogar seu vazio nas farras deste mundo vão, que estão sedentos de paz e angustiados por seus pecados, sim, alguns poderão se converter.

Entretanto não podemos nos esquecer de que o mundo ficará cada vez mais pagão e anticristão e que nós, no meio desta geração corrupta e perversa, precisamos vigiar e nos agarrar com mais firmeza à fé.

Nesta semana vi uma reportagem do Bahia notícias expondo a festa luxuosa promovida pela Secretária de Desenvolvimento Social e Combate á Pobreza do Estado da Bahia. A festa foi num dos espaços mais caros e luxuosos de Salvador, para confraternização dos funcionários e colaboradores, etc.
http://www.bahianoticias.com.br/principal/noticia/108013-glamour-e-luxo-na-festa-da-secretaria-de-combate-a-pobreza.html
Também li que a tal Secretaria gastou mais de 1 milhão de reais em dezembro com eventos   http://www.bahianoticias.com.br/principal/noticia/108139-secretaria-de-combate-a-pobreza-gasta-mais-de-r-1-mi-com-eventos-so-em-dezembro.html

É assim que o mundo se alegra. É assim que festeja...

Diante de tal incoerência e da experiência que tenho de que este tipo de corrupção é mais do que abundante, fiquei pensando no nosso nobre chamado... Quando vier o nosso mestre, será que nos encontrará fiéis?

Quando ele vier, julgará primeiro os seus servos (1Pedro 4.17) e, depois, os que forem encontrados fiéis julgarão com ele este mundo e os próprios anjos (1Corintios 6.2-3).

Então se dará um espetáculo horrendo e, ao mesmo tempo, fantástico. Porque os ímpios serão julgados, e suas más obras destruídas, e sua condenação se dará de modo justo e verdadeiro. Por isso os homens pedirão a morte, mas ela fugirá deles (Apocalipse 9.6).

Assim, o Natal cristão é justamente a proclamação de que o justo veio e deu sua vida pelos perdidos, e de que aqueles que o receberam, tendo escapado da condenação e da corrupção que há no mundo (2Pedro 1.4), reinarão com ele para sempre num reino onde haverá verdadeira justiça e paz.

Só com Cristo haverá esta justiça. E só a justiça dele trará a paz.

O Natal de Jesus proclama que o verdadeiro Rei e seus servos reinarão sobre o mundo e que os ímpios serão destruídos no juízo. O Natal do mundo proclama a sua própria condenação, porque testifica daquilo que ele ama.

Que Natal você escolhe hoje?

Cuidado com as corrupções do Natal do mundo... Fique com o Natal de Jesus.

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Isaías 9:6)

O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. (Apocalipse 11:15)